Manutenção de Condomínios:

O termo “patologia das edificações” lhe é familiar? Se você é síndico ou síndica, e procura estar sempre atento à manutenção de condominios, saiba que uma edificação “doente” pode gerar enormes riscos à segurança das pessoas e ao patrimônio.

A falta de manutenção decorre, em grande parte, da cultura ainda pouco profissional com que síndicos e condôminos tratam da gestão predial. De um lado, administradores pouco transparentes geram sentimento de desconfiança. Por outro, moradores inseguros quanto aos processos preferem economizar, deixando de recorrer a profissionais qualificados. É o já conhecido improviso que, cedo ou tarde, cobra seu preço.

Foi o caso do recente desabamento ocorrido em um condomínio em Brasília. Além dos danos causados em 25 carros atingidos pelo desabamento de uma estrutura, há a probabilidade de responsabilização do síndico pelo acidente.

A identificação das patologias em seu prédio

Todo edifício está sujeito ao processo de degradação natural pelo qual estruturas prediais passam. É inevitável, mais dia, menos dia, será necessária uma intervenção no sentido de identificar causas e efeitos de desgastes gerados pelo uso ou mesmo pela ação do tempo.

Todo síndico deve estar vigilante e pronto para avaliar:

  • o quanto os materiais e componentes utilizados na composição do prédio são duráveis;
  • a frequência das ações de manutenção preventiva;
  • como as instalações vêm sendo utilizadas e se isso contribui para acelerar o desgaste;
  • o impacto causado pelo ambiente que cerca o prédio, em sua estrutura.

Esse olhar apurado é fundamental para detectar com antecedência eventuais falhas estruturais que podem terminar em um incidente de proporções graves, como o que houve na capital federal.

A responsabilidade do síndico em caso de acidentes

Conforme o Novo Código Civil, instituído pela Lei 10.406/2002, deve recair sobre o síndico a responsabilidade civil e criminal por eventuais falhas na manutenção que causem danos pessoais ou materiais.

Nesse aspecto, ainda há um consenso de que o mais importante na administração condominial é gastar pouco. Afinal, quando uma gestão começa a cobrar por muitos serviços no boleto para pagamento do condomínio, é quase automático que o síndico seja interpelado sobre os motivos para o incremento nos gastos.

Trata-se de uma falha na comunicação de ambas as partes. Síndicos que trabalham sério e são transparentes poderiam justificar suas medidas, desde que respaldadas por profissionais. Pelo lado dos moradores, nada impediria de se chegar a um consenso por meio do diálogo.

O problema da manutenção de condomínios feita de improviso

A exigência por custos menores somada à falta de entendimento resulta em uma série de equívocos na gestão de condomínios. Um deles é a contratação de pedreiros experientes no lugar de engenheiros, uma vez que cobram menos e dão uma suposta garantia de qualidade.

Essa é uma falha grave e que deve ser evitada a todo custo. Embora pedreiros sejam profissionais muito importantes, eles não têm a qualificação necessária para vistoriar edificações, emitir laudos e fazer perícias técnicas. Apenas engenheiros credenciados podem realizar, junto ao síndico, uma avaliação criteriosa da estrutura predial com vistas a reformas, para a real solução de possíveis danos.

Manutenção de condominios é coisa muito séria e não deve jamais ser tratada na base do jeitinho. O preço cobrado pode ser caro demais, como vimos no acidente ocorrido em Brasília.

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